Uso da Inteligência Artificial no Ensino Médio

Photo by Franck V. on Unsplash

Publicado originalmente no portal Mercado EAD.

Antes de debatermos efetivamente este assunto tão interessante, devemos entender três conceitos:

Inteligência Artificial: é um ramo de pesquisa da Ciência da Computação que se ocupa em desenvolver mecanismos e dispositivos tecnológicos que possam simular o raciocínio humano, ou seja, a inteligência que é característica dos seres humanos. (site significados)

BNCC: Base Nacional Comum Curricular: Documento que regulamenta as diretrizes dos diversos níveis de educação no país, tanto com âmbito público como privado.

Competências (segundo BNCC): mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho.

Ouvimos falar muito sobre a Industria 4.0, ou Quarta Revolução Industrial, que é baseada em Internet das Coisas (IoT), Big Data, Inteligência Artificial, robótica, computação na nuvem entre outros. Este conceito não ficou apenas no mundo industrial, mas chegou também na educação.

A educação 4.0 tem um conceito baseado no learning by doing, ou seja, aprender na prática. Até alguns anos atrás, a educação era basicamente reproduzir conhecimentos, com alunos pouco participando efetivamente de sua formação.

Hoje, com todas as mudanças que presenciamos, com o BNCC, novas metodologias devem ser aplicadas. A educação atualmente envolve uma formação muito mais abrangente, onde a criatividade, pensamento crítico, comunicação e inclusão devem ser trabalhados. Estes conceitos são essenciais na formação dos estudantes diante das mudanças econômicas e sociais que ocorrem em uma grande velocidade e para empregos que ainda não foram criados.

Diversas são as formas de trabalhar estes conteúdos, e a inteligência artificial está muito presente. A IA está presente através dos programas de computador, aplicativos de segurança, robótica, reconhecimento de voz, gamificação, realidade virtual, plataformas adaptativas com trilhas individuais de aprendizagem, entre outros.

O Serviço Social da Indústria (SESI) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) realizaram um estudo das tendências de uso das tecnologias educacionais baseadas em IA nas escolas até 2030. Segundo este estudo, algumas destas tecnologias são:

Learning analytics: São predições realizadas com grande número de dados. Esta ferramenta pode auxiliar, por exemplo, a detectar problemas de aprendizagem;

Fones de ouvido “tradutores”: Permitirá a comunicação de pessoas de línguas diferentes, através da tradução automática em tempo real.

Criatividade computacional: produção artística através de modelos matemático e da ótica.

Os estudantes mudaram. Seu perfil, seus anseios, suas necessidades mudaram. A educação tem acompanhar esta mudança. A revolução tecnológica está muito presente na vida destes jovens e a escola não pode seguir caminho contrário.

É importante que os docentes sejam capacitados para estas novas ferramentas, para que elas sejam bem utilizadas, gerando realmente resultados e não se tornem apenas uma forma de diversão.

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