Ações Pós – Pandemia: O que você deve fazer para que sua instituição sobreviva?

A pandemia do COVID-19 trouxe grandes mudanças no setor educacional, em todos os seus níveis, desde o ensino infantil, até o ensino superior. A suspensão das aulas presenciais, a inserção do ensino remoto ou a distância, e em alguns casos a total falta de aulas, traz grandes desafios aos gestores educacionais.

Fonte: PixaBay

Em função deste grande tempo de paralisação, um aumento nos índices de evasão pode ocorrer, causada tanto por alunos ou seus familiares que tenham perdido o emprego e estejam sem condições financeiras de arcar com a mensalidade, tanto pela falta de engajamento dos alunos na modalidade educacional imposta pela quarentena.

Segundo estudos recentes, entre os quatro setores mais afetados pelo COVID, o setor de educação se destaca, afinal 1,5 bilhão de alunos no mundo ficaram ou estão com aulas suspensas ou remotas. No Brasil este número é da ordem de 53 milhões.

Sendo assim, a pergunta a ser respondia é: como fazer com que a instituição sobreviva, após esta pandemia, ou, quando as aulas começarem a voltar ao ritmo dito normal?

Várias são as ações que devem ser tomadas e todas devem ser previamente planejadas. Vamos separar estas ações em administrativas e acadêmicas:

As ações administrativas, devem incluir:

1º: Realizar uma busca ativa aos alunos que não voltarem a frequentar as aulas.

2º: Realizar um planejamento para facilitar as condições de pagamento de mensalidades para os estudantes que comprovarem dificuldades financeiras;

3º:  Fazer ajustes em seus orçamentos e planos de implantação.

4º: Verificar custos de infraestrutura, lembrando que alguns espaços provavelmente não serão utilizados inicialmente, tais como auditórios;

5º: Refazer o planejamento de fluxo de caixa

6º: Refazer o planejamento da campanha de matrículas para 2021, com intuito de aumentar a captação.

Dentre as ações acadêmicas, devemos contemplar (independentemente do nível educacional):

1º: Acolhimento na primeira semana de aula

2º: Aplicar uma avaliação diagnóstica, logo no retorno das aulas, a fim de identificar as defasagens de aprendizagem e programar a recuperação do conteúdo;

3º: Acompanhar de perto os alunos com maior dificuldade no retorno às rotinas educacionais;

4º: Elaborar um plano bem estruturado de volta às aulas, com divulgação de toda a programação de conteúdos e atividades, deixando assim os alunos mais informados e consequentemente mais tranquilos.

5º: Apoio psicológico aos alunos (independentemente do nível educacional) para entender o novo momento e principalmente para aqueles que tenham perdido parentes em decorrência do vírus.

6º: Formação continuada dos professores: eles devem contar com mais suporte e treinamento no uso de ferramentas de aprendizado remoto, que podem ser utilizadas como suporte extra durante as aulas presenciais, além de serem uma alternativa para complementar a carga horária anual exigida em lei.

7º: Revisão das metodologias utilizadas na instituição. Mais do que nunca, a inserção de metodologias ativas será necessária, fazer realmente com que o aluno se torne o ator principal de sua educação. Isto será um grande diferencial entre as instituições

Devemos lembrar uma famosa frase de Einstein: “Nós não podemos resolver um problema, com o mesmo estado mental que o criou.”

Esta é uma oportunidade para pensar e fazer diferente. É uma oportunidade de antecipar o que o futuro pode trazer de bom. Ao invés de pensar fora da caixa, construir uma nova caixa.

Estas são apenas algumas ações, mas, que se bem executadas podem garantir a sobrevivência das instituições, principalmente das menores.

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