Business Agility em instituições de ensino

Você já ouviu falar em Business Agility?

Segundo Evan Leybourn – fundador e CEO do Business Agility: “Agilidade de Negócio é a capacidade e a vontade de uma organização de adaptar, criar, e potencializar a mudança para o benefício de seus clientes!”

Fonte: PixBay

E como este conceito se enquadra nas instituições de ensino, considerando que, para muitos, aluno não é cliente?

Inicialmente, este conceito precisa ser revisto. Aluno é sim, um cliente. Se, por exemplo, ele pode trocar de instituição se acredita que a prestação do serviço não está sendo ofertada com a qualidade desejada, podemos então considerá-lo um cliente. Um cliente diferente, uma vez que não compra um produto físico ou mesmo virtual e sua participação, para que se consiga o sucesso, é fundamental. Mas ainda sim, um cliente.

Sendo assim, e como falamos sempre em inovação e transformação digital na educação, o business agility não pode ficar de fora.

Quem me acompanha já me ouviu falar várias vezes que a inovação na educação passa por 3 áreas: pedagógica, processos e uso dos espaços.

Inserindo o business agility nas instituições de ensino, devemos colocar os alunos como centro de referência para geração de valor. Tudo o que for feito deve agregar ao aprendizado e experiência do aluno.

E a inserção deste conceito no dia-a-dia das instituições vem junto com a mudança de mindset dos colaboradores, sejam eles discentes, gestores ou corpo técnico-administrativo.

É necessário então termos:

– Colaboradores com mentalidade de crescimento, senso de propriedade além do desenvolvimento da excelência;

– Operações/Processos com práticas ágeis. Para isto, toda a estrutura operacional deve estar voltada para a agilidade;

– Gestores que entendam um novo modelo estratégico para ambientes complexos, tendo a mentalidade de “One Team” (somos uma única equipe).

Mas, você pode estar se perguntando: e quais as vantagens de adoção do Business Agitily? Posso citar algumas delas:

  1. Desburocratização da instituição;
  2. Eliminar o conformismo (sair da zona de conforto);
  3. Incentivo de uma cultura de experimentação;
  4. Criação da cultura da instituição;
  5. Aumento do engajamento dos colaboradores;
  6. Aprendizado contínuo;
  7. Satisfação dos alunos e suas famílias.

Uma instituição ágil:

– Persegue oportunidade de negócios emergentes;

– Ajusta-se com flexibilidade às mudanças;

– Assume o risco apropriado e aceita um nível de falha individual;

Perceba, que dentro do business agility, são pensados vários conceitos que permeiam nosso trabalho dentro das escolas, tais como: inovação, transformação digital, movimento maker, mudança de mindset, cultura digital.

Os valores ágeis são:

– Tornar as pessoas incríveis;

– Entregar valor continuamente;

– Fazer da segurança um pré-requisito;

– Experimentar e aprender rápido.

Pense bem. Não é isto que queremos para nossos alunos, nossas escolas?

É muito importante revermos as 3 áreas que citei no início deste artigo: Pedagógica, processos e uso do espaço e vermos se realmente estamos atendendo às necessidades de nossos alunos. E isto vale do ensino infantil ao nível superior.

Ofertar uma educação de qualidade e significativa envolve muitas nuances e todas devem ser muito bem analisadas.

Escrito por Juliana Arvelos.

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