A transformação digital na educação

Para além do EAD, a transformação digital na educação utiliza diversas tecnologias para revolucionar métodos de gestão e de ensino. Conheça as ferramentas que estão agilizando processos e criando novas formas de aprender e interagir na sala de aula.

Fonte: PixaBay

A transformação digital na educação vai além do ensino à distância. Novas tecnologias possibilitam novas maneiras de aprender e interagir em sala de aula. Além disso, facilitam processos de gestão e impulsionam mudanças na cultura da instituição.

Algumas dessas ferramentas são: armazenamento em nuvem, big data, machine learning, aplicativos móveis, entre outros. Tais artifícios permitem a personalização do ensino, contribuem para sua qualidade e podem reduzir custos significativos.

Mas, para aderir a transformação digital, a instituição precisa identificar o seu nível de maturidade digital, os seus objetivos e quais recursos são necessários para a mudança.

Todos esses pontos são apresentados com mais detalhes nesse post. Acompanhe a leitura.

As origens da transformação digital na educação

Vamos começar pelo básico: transformação digital é tornar o core de uma empresa tecnológico, isto é, utilizar a tecnologia como parte da estrutura.

Deste modo, mudanças no modelo de negócios e na cultura empresarial serão orientadas pelas ferramentas disponíveis, pelos recursos necessários e, claro, pela maturidade tecnológica.

Afinal, não faz sentido utilizar impressoras 3D em sala de aula se nenhum docente sabe como utilizá-las ou se não há um objetivo claro para isso, por exemplo.

Na educação, a digitalização de processos e o uso de novas tecnologias é fruto de mudanças comportamentais de longa data. A partir dos anos 90, a legislação brasileira permitiu que as instituições utilizassem a internet para publicar conteúdos e promover interações entre alunos e professores. Ou seja, o momento atual apenas acelerou transformações que já estavam acontecendo e que seriam inevitáveis.

Tais modificações estimulam o crescimento do setor que, mesmo durante a crise econômica de 2013 e 2017, cresceu 37,5%, segundo dados do IBGE.

O papel do ensino à distância na educação

O ensino à distância não é novidade. Surgiu em 1728, nos Estados Unidos, quando o professor Caleb Phillps teve a ideia inusitada de anunciar seu curso de taquigrafia em um jornal, enviando o conteúdo das aulas pelo correio.

No Brasil, os cursos por correspondência tiveram início em 1904. Nos anos 20, surgiram os cursos via rádio; nos anos 70, via TV; até que nos 90 passamos a utilizar a internet.

Atualmente, 76,3% dos adultos preferem estudar de forma remota, de acordo com uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Educação a Distância (ABED). 26% dos alunos matriculados no ensino superior cursam à distância.

Durante a pandemia, 74% dos estudantes das redes públicas e municipais, e 85% dos alunos da rede particular, realizaram algum tipo de atividade não presencial, conforme levantamento do Instituto Datafolha.

Com isso, compreendemos que o papel do EAD é bastante positivo. Se antes alunos, pais ou professores tinham alguma concepção errônea do uso de plataformas digitais; hoje esse pré-conceito caiu por terra. 

Mas, como já dissemos, a transformação digital na educação vai além do ensino à distância.

Ferramentas para a transformação digital na educação

A digitalização na educação não está restrita às aulas online. Tecnologias como armazenamento em nuvem, big data, machine learning, entre outras, são utilizadas dentro e fora das salas de aula, otimizando a gestão da instituição de ensino.

Vamos conhecê-las?

Armazenamento em nuvem

Essa ferramenta possibilita arquivar um grande volume de dados online e “na nuvem”, dispensando o uso de servidores. Dessa forma, possibilita acesso à informações a qualquer hora e em qualquer lugar, além de oferecer maior segurança.

Big data e Machine learning

Ferramentas de inteligência artificial como o big data e machine learning são revolucionárias na educação. Elas possibilitam a coleta e a análise de dados que, quando cruzados, traçam o perfil e o estilo de aprendizado de cada aluno. 

Isso facilita a compreensão, de que conteúdos são mais interessantes para cada aluno, por exemplo, bem como lacunas que precisam ser preenchidas e até qual curso complementar ele pode ser de interesse.

Aplicativos móveis

São utilizados no M-learning, modalidade de ensino que cria novos ambientes de aprendizado a partir de dispositivos móveis, sejam eles laptops, tablets ou smartphones. O objetivo é acelerar a atualização de conteúdos, servindo como um apoio para os métodos tradicionais de ensino.

Cultura maker

Impressoras 3D e plataformas de prototipagem eletrônica são ferramentas da cultura maker cada vez mais populares nas escolas. Com estas tecnologias , os alunos podem aprender novos conteúdos na prática e integrar conhecimentos de diferentes matérias como matemática e ciências.

Games

Jogos sempre estiveram presentes na sala de aula. A diferença é que, agora, a tecnologia os torna ainda mais atraentes e divertidos. Um bom exemplo é a versão educativa do Minecraft.

Portal do Aluno

Os ambientes virtuais de aprendizagem, também conhecidos como “portal do aluno”, são painéis com todas as atividades que serão desenvolvidas. A partir desse canal, também podemos identificar como o aluno aprende de forma mais eficaz. Ele prefere ler apostilas ou assistir videoaulas, por exemplo? Essas informações são valiosas para a atualização tanto do plano de aula quanto do modelo de negócios da instituição.

Maturidade digital das instituições de ensino

Como dissemos, transformação digital na educação não é apenas EAD ou tablets em sala de aula. É tornar o cerne da instituição tecnológico, modificando sua forma de atuação e a sua cultura. Nesse ponto precisamos considerar a maturidade digital da instituição de ensino.

Em 2017, o Ibope Media/Target Group Index analisou os hábitos dos brasileiros na internet. Dos 84 milhões de usuários, 63% foram considerados digitalmente maduros, ou seja, compreendem como funcionam os recursos e as consequências de seus usos.

Embora este número seja expressivo, apenas 7% dos usuários fazem ou já fizeram algum curso online.

Além disso, temos o lado dos professores, que muitas vezes não estão adaptados às certas tecnologias. Ou seja, não basta termos várias opções de recursos se os alunos e o corpo docente não estão preparados para seu uso. Tampouco se os estudantes não se interessam pelo conteúdo lecionado, se o método de ensino é monótono e não desperta a curiosidade.

Primeiros passos

Então, quais seriam os primeiros passos para incorporar a transformação digital nas escolas, universidades e demais instituições?

Aqui estão eles:

1. Analisar o cenário atual da instituição

Iniciamos nossa jornada compreendendo o atual status da IE. Analise toda a sua estrutura bem como os processos administrativos. O que precisa ser melhorado? Observe as tendências de mercado e as demandas da comunidade. O que os alunos precisam? Quais são as demandas dos pais? E dos professores e demais colaboradores?

2. Traçar objetivos

Depois desse entendimento precisamos definir os objetivos da instituição e os recursos necessários para alcançá-los.

Reflita: por que a instituição quer aderir a transformação digital? Como fazer isso? O que será preciso? Quais são as metas a curto, médio e longo prazo?

É importante lembrar que essas medidas terão efeito apenas se os profissionais e os estudantes estiverem alinhados com a cultura digital, ou seja, familiarizados e interessados pelas ferramentas que pretende-se adotar.

3. Investir nos recursos tecnológicos necessários

Metas bem definidas facilitam a compressão as tecnologias necessárias para atendê-las.

Se o seu objetivo é centralizar informações e facilitar o acesso às mesmas, uma plataforma em nuvem pode ser uma boa opção, por exemplo.

4. Treinar e conscientizar o corpo docente

Feito isso, o próximo passo é capacitar os professores e seus auxiliares para que possam usufruir todo o potencial das tecnologias implementadas. Dessa forma, a adaptação às mudanças será mais rápida.

5. Comunicar os pais e tutores sobre as mudanças

Os responsáveis pelos alunos devem ser informados sobre as mudanças, afinal, desempenham um papel importantíssimo na educação.

Agende reuniões periodicamente, realize palestras e encaminhe informativos mostrando o quanto a nova estratégia será benéfica para todos.

Vantagens

A transformação digital na educação traz vantagens para todos os envolvidos no processo: gestores, colaboradores, professores, alunos e, até mesmo, seus responsáveis.

A principal delas é o uso de plataformas personalizadas, utilizadas com estudantes de diferentes níveis de conhecimento. Com o apoio das tecnologias fica mais fácil customizar as aulas de acordo com o perfil e ritmo de cada aluno ou classe, além de oferecer conteúdos interativos com imagens, áudios e textos.

Para a instituição, a transformação digital confere:

  • Maior produtividade
  • Maior qualidade no ensino
  • Maior adesão de alunos 
  • Aumento no número de matrículas
  • Redução de custos

Conclusão

As instituições de ensino que aderiram à transformação digital acompanham com maior facilidade as mudanças no setor. Além disso, respondem com mais agilidade às demandas do dia a dia, desenvolvendo soluções eficazes para toda a comunidade em seu entorno. 

Porém, vale lembrar que essa adaptação dependerá do nível de maturidade digital da empresa, ou seja, no quanto a sua estrutura e a sua cultura interna estão voltadas para a tecnologia.

A mudança não precisa ser radical, pelo contrário, podemos desenhar um plano estratégico e ir avançando, gradualmente, rumo aos objetivos. Para isso, identifique quais são os recursos disponíveis e o que precisa ser transformado. Esses fatores, irão definir qual ferramenta tecnológica deverá ser adotada e por onde começar.

Fonte: https://ateliware.com/blog/a-transformacao-digital-na-educacao

Inovação na educação: como estimular na sua escola?

Com a presença crescente da tecnologia dentro das instituições e organizações, o conceito de inovação parece ter se tornado seu sinônimo imediato. Mas o simples investimento em ferramentas resolverá os desafios de inovação na educação para uma escola crescer?

Compreendendo inovação como resultado da capacidade de criar soluções para problemas previamente identificados e como algo que vem de dentro para fora, a aquisição em si de uma tecnologia não é suficiente para garantir que sua escola seja inovadora – ao passo que as ações que promovam a geração de uma cultura empreendedora e de inovação em toda equipe, podem sim ser determinantes.

Mas como desenvolver essa postura inovadora dentro dos colégios?

Fonte PixaBay

Para Vahid Sherafat, CEO da ClassApp, o primeiro passo é criar condições para que todos desenvolvam a habilidade de fazer uma leitura dos problemas que cercam a instituição, com objetivo de identificar o que os impede de seguir em frente.

Também importante desde o ponto de partida, é ter em mente que a capacidade de inovar é inerente a todo ser humano e não deve ficar centralizada nos cargos de decisão. “É responsabilidade de todo mundo inovar dentro da sua esfera”, defende Sherafat. Ou seja, para ser consistente, ela precisa ser cultivada pelos gestores e estimulada em toda a equipe, evitando repetir processos que já se provaram ineficientes e arraigados.

“Inovar é algo que nasce de uma cultura empreendedora que precisa ser estimulada, cultivada e nutrida pelos líderes das organizações”.

Pensar fora da caixa para inovação na educação

Estimular a capacidade de “pensar fora da caixa” e de criar ambientes que instiguem a busca por alternativas, sem pressões para respostas imediatas, também pode contribuir para alcançar esse objetivo. “Inovar é usar o espírito da investigação. Por isso, não há problemas em deixar perguntas em aberto quando se dedica energia e criatividade para trazer à luz a solução”, define Sherafat.

Ele aponta que a cultura inovadora não se fixa na dicotomia entre conseguir ou não fazer algo, e sim, na constante busca por respostas, por meio da criação de espaços que incentivem a reflexão, a troca de ideias e que permitam que o time prossiga para a etapa de criação.

Para Flávio Pripas, CEO do Cubo Itaú – espaço de coworking que estimula empresas a desenvolverem uma cultura empreendedora – a chamada “etapa incremental” pode ser determinante para trazer resultados positivos ao processo. Utilizado pelas startups, que hoje são referências em inovação e em crescimento escalável e eficiente, este modelo consiste em manter os projetos ou ideias sempre abertos a “novas versões”, ou seja, recebendo constantes incrementos para chegar na concepção “ideal”.

“Neste processo, a empresa identifica aonde quer chegar, o futuro que deseja construir e passa a aplicá-lo com iniciativas de inovação, de forma incremental. Observamos que as pessoas estão mais abertas a participar quando atuam neste formato”, observa Pripas, que afirma que essa postura pode ser aplicável a todos tipos de negócios.

Resolução de Problemas como ponto de partida

No universo das escolas particulares, onde é cada vez mais necessário desenvolver atividades com menos recursos, ter um olhar voltado para inovação na educação pode ser um diferencial não apenas de mercado, mas também, ter reflexos diretos na qualidade da formação dos alunos.

O NEI (Núcleo de Educação Integrada) da Fundação Romi, de Santa Bárbara d’Oeste, por exemplo, encontrou uma forma de integrar os conteúdos abstratos do currículo escolar à vida prática dos alunos, inovando na sua metodologia. A escola trabalha com alunos do ensino fundamental, através de uma proposta pedagógica que estimula os estudantes ao protagonismo. Com objetivo de despertar um know-how semelhante ao das startups do Vale do Silício, o aprendizado é baseado em problemas (Problem-Based Learning – PBL) que são usados como contexto para desenvolver os conteúdos.

“Nossa proposta pedagógica é considerada mais eficiente porque ela leva os alunos a serem agentes do seu próprio aprendizado. As pesquisas indicam que quanto mais estiverem à frente do processo, mais eles agem e desenvolvem habilidades importantes, principalmente no mundo atual onde vivemos”, explica a diretora Ericka Vitta.

Com a presença crescente da tecnologia dentro das instituições e organizações, o conceito de inovação parece ter se tornado seu sinônimo imediato. Mas o simples investimento em ferramentas resolverá os desafios de inovação na educação para uma escola crescer?

Compreendendo inovação como resultado da capacidade de criar soluções para problemas previamente identificados e como algo que vem de dentro para fora, a aquisição em si de uma tecnologia não é suficiente para garantir que sua escola seja inovadora – ao passo que as ações que promovam a geração de uma cultura empreendedora e de inovação em toda equipe, podem sim ser determinantes.

Mas como desenvolver essa postura inovadora dentro dos colégios?

Para Vahid Sherafat, CEO da ClassApp, o primeiro passo é criar condições para que todos desenvolvam a habilidade de fazer uma leitura dos problemas que cercam a instituição, com objetivo de identificar o que os impede de seguir em frente.

Também importante desde o ponto de partida, é ter em mente que a capacidade de inovar é inerente a todo ser humano e não deve ficar centralizada nos cargos de decisão. “É responsabilidade de todo mundo inovar dentro da sua esfera”, defende Sherafat. Ou seja, para ser consistente, ela precisa ser cultivada pelos gestores e estimulada em toda a equipe, evitando repetir processos que já se provaram ineficientes e arraigados.

“Inovar é algo que nasce de uma cultura empreendedora que precisa ser estimulada, cultivada e nutrida pelos líderes das organizações”.

Pensar fora da caixa para inovação na educação

Estimular a capacidade de “pensar fora da caixa” e de criar ambientes que instiguem a busca por alternativas, sem pressões para respostas imediatas, também pode contribuir para alcançar esse objetivo. “Inovar é usar o espírito da investigação. Por isso, não há problemas em deixar perguntas em aberto quando se dedica energia e criatividade para trazer à luz a solução”, define Sherafat.

Ele aponta que a cultura inovadora não se fixa na dicotomia entre conseguir ou não fazer algo, e sim, na constante busca por respostas, por meio da criação de espaços que incentivem a reflexão, a troca de ideias e que permitam que o time prossiga para a etapa de criação.

Para Flávio Pripas, CEO do Cubo Itaú – espaço de coworking que estimula empresas a desenvolverem uma cultura empreendedora – a chamada “etapa incremental” pode ser determinante para trazer resultados positivos ao processo. Utilizado pelas startups, que hoje são referências em inovação e em crescimento escalável e eficiente, este modelo consiste em manter os projetos ou ideias sempre abertos a “novas versões”, ou seja, recebendo constantes incrementos para chegar na concepção “ideal”.

“Neste processo, a empresa identifica aonde quer chegar, o futuro que deseja construir e passa a aplicá-lo com iniciativas de inovação, de forma incremental. Observamos que as pessoas estão mais abertas a participar quando atuam neste formato”, observa Pripas, que afirma que essa postura pode ser aplicável a todos tipos de negócios.

Resolução de Problemas como ponto de partida

No universo das escolas particulares, onde é cada vez mais necessário desenvolver atividades com menos recursos, ter um olhar voltado para inovação na educação pode ser um diferencial não apenas de mercado, mas também, ter reflexos diretos na qualidade da formação dos alunos.

O NEI (Núcleo de Educação Integrada) da Fundação Romi, de Santa Bárbara d’Oeste, por exemplo, encontrou uma forma de integrar os conteúdos abstratos do currículo escolar à vida prática dos alunos, inovando na sua metodologia. A escola trabalha com alunos do ensino fundamental, através de uma proposta pedagógica que estimula os estudantes ao protagonismo. Com objetivo de despertar um know-how semelhante ao das startups do Vale do Silício, o aprendizado é baseado em problemas (Problem-Based Learning – PBL) que são usados como contexto para desenvolver os conteúdos.

“Nossa proposta pedagógica é considerada mais eficiente porque ela leva os alunos a serem agentes do seu próprio aprendizado. As pesquisas indicam que quanto mais estiverem à frente do processo, mais eles agem e desenvolvem habilidades importantes, principalmente no mundo atual onde vivemos”, explica a diretora Ericka Vitta.

O conteúdo das aulas é fundamentado em um tema central – em 2018, por exemplo, o tema é “Homem: a medida de todas as coisas” – e a partir dele são planejadas atividades sob diferentes óticas, como direitos humanos, ética, saúde, família, valores, e também vivenciadas nas disciplinas “tradicionais”, como português, gramática e matemática. Nesse modelo, os professores atuam como tutores (ou facilitadores).

Os resultados positivos, segundo Ericka, vão além dos altos índices que a escola tem na aprovação dos seus estudantes nos cursos técnicos (cerca de 95%) e refletem na formação conjunta dos jovens que tende a se tornar futuros profissionais com visão mais holística, cosmopolita, e, claro, inovadora. “Se pensarmos em mundo que necessita de resolução de problemas, esses jovens farão a diferença”, aponta.

Tempo de aula estendido

No Centro Educacional Espaço Integrado, do Rio de Janeiro, o desafio era tornar os alunos mais participativos no processo de aprendizado. Depois de refletirem sobre a questão, os professores do colégio conseguiram identificar o cerne do problema: o tempo de duração das aulas era insuficiente para permitir a interação dos estudantes. A partir daí, os docentes passaram a clamar por aulas mais extensas e hoje, as aulas na instituição possuem 75 minutos de duração, diferente dos tradicionais 50 minutos. “Romper com o modelo expositivo foi a melhor estratégia”, conforme narra a diretora Luciana Paschoal Soares.

O resultado foram aulas mais dinâmicas, que permitem apresentações de vídeos, trabalhos em grupo e atividades externas melhor desenvolvidas. “Os professores gostam muito de trabalhar com esse tempo estendido. Eles podem planejar atividades de maior qualidade e de interação com os alunos, que se tornam mais atuantes no processo de aprendizagem”, apontou a diretora.

Além da duração das aulas, o colégio também precisou buscar saídas criativas para outro desafio, que era reestabelecer o foco dos estudantes nas aulas que sucediam o intervalo. Apelidado de “quintal”, o período de volta às salas de aula inclui agora um tempo de relaxamento, antes de dar continuidade ao aprendizado. Para isso, a escola capacitou seus docentes em cursos de yoga e terapia corporal, que agora são aplicados para retomar o foco dos alunos.

Inovação na educação é correr riscos?

Se inovar é sair do lugar comum e criar soluções até então não identificadas, é preciso ter prudência para evitar riscos financeiros e ideológicos ao negócio? Sherafat defende que é possível desenvolver uma cultura inovadora, sem criar ameaças ao desenvolvimento da empresa. Para isso, ele aponta que é imprescindível ter um plano B.

“Consigo inovar sem arriscar, mas preciso saber que não consigo inovar sem errar, porque estou falando de coisas desconhecidas. Então, preciso ser estimulado a entender os riscos, de forma cautelosa, traçando sempre um plano B”, explica.

Flávio Pripas compartilha da opinião. Para ele, é importante que as escolas sejam espaços de constantes “erros e acertos”, já que esse é, para ele, o legítimo caminho da inovação.

“A escola precisa ensinar a errar, a fracassar. Os professores devem apresentar projetos que possam dar errado para que depois os alunos sejam levados a entender as razões do erro e a criar soluções”, avalia.

Que soluções e metodologias de inovação na educação você têm aplicado na sua escola? Você tem divulgado essas soluções para os pais de seus alunos? Pois saiba que a comunicação de suas inovações é essencial para encantar e fidelizar pais e alunos, mas sabemos que isso ainda é um desafio para as escolas.

Fonte: https://escolasexponenciais.com.br/desafios-contemporaneos/inovacao-na-educacao/

A transformação digital nos processos educacionais

Ao falarmos de transformação digital relacionada à educação, pensamos, quase sempre, na sala de aula, novas metodologias, novas formas de ensinar.

Mas e os processos educacionais? Matrícula, rematrícula, processos seletivos… Estes procedimentos fazem parte da vida do estudante e não podem ser deixados em segundo plano. A busca pela transformação digital não pode estar restrita a apenas uma parte do ensino. A excelência deve percorrer a instituição de ensino como um todo.

Mas, para adentramos neste assunto precisamos, antes de tudo, entender o que é a transformação digital.

Uma definição que achei muito interessante, é a que é utilizada pelo site Resultados Digitais: “Transformação digital é um processo em que as empresas utilizam a tecnologia para melhorar seu desempenho, ampliar seu alcance e otimizar resultados.”

E assim as instituições de ensino devem proceder, entendendo seus processos e os transformando digitalmente, para otimiza-los, tornando a vida acadêmica do aluno mais simples, ágil, trazendo um maior engajamento do mesmo.

O primeiro passo para a inserção desta transformação digital não é a implementação de tecnologias e sim a mudança cultura da instituição.

Muitas vezes um processo é realizado há muito tempo da mesma forma, com muitas operações manuais, muitas planilhas eletrônicas, sujeitos a erro, demorado e gerando insatisfação dos alunos e futuros alunos, impactando negativamente na captação e retenção de alunos. Mas, por estar enraizado na instituição, muitos colaboradores veem dificuldades na mudança. Por isto a necessidade da mudança de cultura.

O Manifesto Ágil pode auxiliar que as instituições adotem uma cultura ágil em contraponto com a cultura tradicional.

Este manifesto possui os seguintes pressupostos:

  • Indivíduos e interações mais que processos e ferramentas;
  • Software em funcionamento mais que documentação abrangente;
  • Colaboração com o cliente mais que negociação de contratos;
  • Responder a mudança mais que seguir um plano.

É preciso então uma mudança cultural para que os processos sejam melhorados.

As instituições de ensino não podem mais focar na sala de aula e deixar que seus processos internos continuem antiquados, não acompanhando as mudanças que o mundo sofre. As escolas, sejam de qual nível educacional for, precisam deixar de ser “organizações como máquinas” para se transformarem em “organizações como organismos vivos”.

O mundo passou de VUCA (Volatilidade – Incerteza – Complexidade – Ambiguidade) para BANI (Frágil – Ansioso – Não linear – Incompreensível). Estamos a caminho da 5ª Revolução Industrial onde a adoção do uso da Inteligência Artificial será em larga escala.

Os processos citados no início deste artigo são a porta de entrada de alunos em uma instituição. Não dar a devida atenção a eles é não entender o propósito de uma escola!

Referência bibliográfica:

Resultadosdigitais.com.br/blog/transfomacao-digital

Artigo publicado também no site Mercado Ead: https://www.mercadoead.com/post/a-transforma%C3%A7%C3%A3o-digital-nos-processos-educacionais?lang=pt

Inovar na educação: você está preparado?

Quando digo que inovar na educação é urgente, a primeira pergunta que me fazem é: por quê?

A resposta é simples: porque o mundo mudou. Mudou a forma como nos relacionamos, nos locomovemos, pedimos comida, nos comunicamos, nos hospedamos. Saímos do analógico para o digital e estamos vivendo a quarta revolução industrial.

Fonte: Pixabay

Modelos de negócios tradicionais estão se tornando obsoletos. A maior varejista do mundo não tem uma loja sequer. Veículos autônomos irão reduzir a 1/10 os custos dos seguros de carros. O aconselhamento jurídico virá de um robô com inteligência artificial. E tudo isto já existe, ou existirá em uma década.

Por que então a educação não pode mudar?

E para esta pergunta, muitas vezes recebo a resposta: minha instituição é tradicional no mercado, sempre ensinou desta forma. Então que dizer que ela continua a formar profissionais, para empregos de 20, 30 anos atrás?

É importante termos em mente que funções estão sendo extintas e criadas todos os dias, em uma velocidade muito grande. Se a educação não acompanhar estas mudanças, não preparará seus estudantes para o mundo do trabalho moderno.

A verdade é que hoje precisamos preparar os alunos para funções que ainda não existem, para usar tecnologias que ainda serão inventadas e para solucionar problemas futuros. Temos que prepará-los para o mundo bimodal: a inovação e tradição convivem em equilíbrio.

Depois de explicar tudo isto, ouço muito também: então é fácil. Basta adquirir para a minha instituição computadores de ponta, softwares de ponta, colocar wiffi montar um espaço maker e uma sala de metodologias ativas?

Não!! Isto tudo pode fazer parte, mas as tecnologias são ferramentas que adiantam nada se o conceito da educação não mudar. Sem a mudança do conceito, estaremos apenas fazendo as mesmas coisas, de forma diferente!

Então, como fazer esta mudança, esta inovação? Para começar, precisamos inserir o termo VUCA na educação. Este termo não é novo, na verdade surgiu no exército americano nos anos 90, mas descreve perfeitamente o momento que vivemos. O termo significa: V – volatilidade (volatility), U – incerteza (uncertainty), C – complexibilidade (complexity) e A – ambiguidade (ambiguity). O que este termo diz é que o mundo muda em uma velocidade enorme e sem destino certo.

Incorporada esta ideia, é necessário trabalhar as competências que o aluno terá que desenvolver para atuar neste mundo em constante mudança. Trabalhar as soft skills. E aí, podemos separar as competências em quatro grandes dimensões: conhecimento, habilidades, caráter e meta-aprendizado. Vou falar rapidamente destas competências, já que aprofundar neste assunto dariam vários outros artigos.

Conhecimento é aquilo que compreendemos. O conhecimento técnico, a hard skill, obviamente deve continuar a ser repassado ao aluno. O entra de novo aqui são outros tipos de conhecimentos que serão agregados ao que já é ensinado. É necessário que haja uma alfabetização global, que o conteúdo ensinado seja mostrado de perspectivas de diferentes culturas. Deve-se ensinar o letramento digital que é o avaliar e sintetizar de forma crítica as informações. Inserir o pensamento sistêmico, ou seja, analisar diferentes pontos de vista. Entender que erros fazem parte do aprendizado, isto é design thinking.

Habilidades é a capacidade de fazer algo. E aqui entram os famosos 4Cs: criatividade, pensamento crítico, comunicação e colaboração. Não há mais como formar um estudante sem desenvolver estas habilidades fundamentais.

O caráter é a aquisição e fortalecimento das virtudes e valores. Precisamos ensinar aos alunos o mindflness que é estar no momento presente, ou seja, trabalhar o desenvolvimento da atenção. Trabalhar a curiosidade, que está totalmente ligada à inovação. Trabalhar a resiliência, a ética e não menos importante, a liderança!

Por fim, em termos de competências, temos a meta-aprendizagem, que é o aprender a aprender. Aqui é desenvolvida a mentalidade de crescimento, o Growth mindset. Trabalhar a mentalidade do crescimento aumenta o desejo de aprender que, por consequência, aumenta, no estudante, a vontade de alcançar desafios, persistir mediante os desafios, aprender com as críticas.

Vimos, então, que o primeiro passo para a inovação na educação é definir quais competências devem ser trabalhadas. O segundo passo é a mudança na forma de ensinar e avaliar os alunos, pois, só assim, conseguiremos trabalhar estas novas competências.

Aí, então, entram as metodologias ativas, o Project Based Learning (PBL), por exemplo. O PBL, em português, Aprendizagem Baseada em Projetos, é uma técnica moderna, onde todas as competências citadas anteriormente podem ser trabalhadas. Esta técnica foca nas vivências práticas levando a uma maior participação dos alunos durante o processo de aprendizado. O professor passa a atuar como um orientador, intermediando e colaborando pontualmente com os alunos. O educador agora planeja uma ideia que irá gerar projetos mais colaborativos. Nesta metodologia pesquisa, criatividade, inovação e colaboração estarão sempre presentes. O aluno se torna o centro da aprendizagem e corresponsável pelo seu aprendizado. A forma de avaliação muda. O erro também é valorizado.

Perceba que esta nova técnica muda o paradigma da forma de ensinar e avaliar, o que leva a uma mudança salutar de currículo. Aqueles currículos engessados, cheio de pré-requisitos (no caso do ensino superior), não são pertinentes mais. Reavaliar o que ensinar e como ensinar é primordial.

A última parte da inovação na educação é a inserção das tecnologias. Não há por que as implantar sem antes mudarmos toda uma cultura educacional. E as tecnologias ofertadas hoje são inúmeras. Pode variar deste uso de softwares gratuitos a construção de Fab Labs ultra modernos. Para que a instituição escolha quais tecnologias usar, deve levar em conta quais objetivos quer atingir, qual nível de escolaridade atende, qual seu orçamento para isto entre outras análises.

A inovação na educação não se faz da noite para o dia. É necessário planejamento e engajamento de toda equipe da instituição. Mas, é preciso, que o primeiro passo seja dado rapidamente. Quem não inovar, ficará para trás e o mais rápido engolirá o mais lento. Chegou a hora de não mais pensarmos fora da caixa, mas sim, de construirmos novas caixas.

Cultura maker: o que é e como aplicá-la na educação

A experiência do aluno dentro de sala de aula tem ganhado novos contornos com o avanço da tecnologia e o acesso a informação. O momento de distanciamento social devido ao novo coronavirus pede que o estudante se torne o protagonista da sua própria educação e aliado a isso, novos conceitos e metodologias de ensino surgem dia após dia.

O método conhecido como cultura maker é um desses exemplos, onde o aluno pode experimentar novos pontos de vistas na resolução de um problema, por meio de uma perspectiva prática. A cultura maker pode ser desenvolvida em diversos ambientes da sociedade, principalmente na educação.

O que é cultura maker?

Faz alguns anos que um grande movimento conquistou pessoas de todas as idades, principalmente no ambiente digital. A cultura do “faça você mesmo” (do it yourself ) se popularizou com uma infinidade de tutoriais na internet, ajudando pessoas de qualquer lugar do planeta a experimentar novos hábitos práticos.

Podemos dizer que a cultura maker tem a mesma essência, funcionando como uma extensão do “faça você mesmo”, mas de uma forma mais aperfeiçoada. Com isso, pressupõe-se que qualquer pessoa consiga criar soluções para diferentes desafios, desde que é claro, possua o conhecimento necessário e as ferramentas adequadas.

Dessa forma, as pessoas ganharam muito mais liberdade para criar e experimentar a sensação de ser o autor da obra. E isso pode ser aplicado em diversos cenários. Em um projeto online, os alunos podem vivenciar o passo a passo para a criação de um site, por exemplo.

Mas vale lembrar que esses novos desafios não tornam os estudantes especialistas, à primeira vista, mas traz a cultura de experimentação, fundamental nos meios de inovação.

Essa prática se tornou bastante comum nas instituições de ensino, impulsionando o desenvolvimento intelectual dos alunos por meio de atividades “mão na massa”.

Para o ex-presidente americano, Barack Obama, “apoiar o movimento maker  é essencial para fomentar uma nova revolução industrial”.

Dentro da sala de aula

Os projetos de ciências que algumas instituições promovem é uma boa amostra do que é cultura maker. Dentro da sala de aula ela pode ser uma grande aliada dos professores e das instituições mais inovadoras que estão adaptando o modelo de ensino para a realidade do século 21.

Diante desse cenário, algumas escolas têm apostado em espaços dedicados às experimentações e atividades práticas.

Em laboratórios específicos os alunos podem encontram instrumentos e equipamentos que estimulam a curiosidade, o desenvolvimento intelectual e a criatividade. Impressoras 3D, tecnologia, robótica, equipamentos de programação e outros elementos podem incentivar o desejo de aprendizado e contribuir para a autonomia de cada aluno.

Além dos objetos de alta tecnologia, também é possível aplicar a cultura maker numa rotina de aprendizado com estruturas menores, que exigem menos em quesito tecnológico, mas garantem o alto desenvolvimento dos alunos. Alguns exemplos:

  • Quintal com horta comunitária;
  • Projetos que envolvem marcenaria;
  • Produção de brinquedos;
  • Desenvolvimento de jogos (eletrônicos e manuais);
  • Atividades de compostagem e alimentação;
  • Prototipagem

Instituições que incorporam a cultura maker dentro de sala de aula conquistam também a liberdade de experimentação que foge ao modelo de ensino tradicional. Com esse método é possível testar diferentes atividades e conceder aos alunos e professores a chance de formular perguntas, errar e acertar.

O objetivo da cultura maker é colocar a mão na massa e descobrir novas formas de enxergar um problema ou desafio. Com isso, é possível observar diversos benefícios do movimento maker nas instituições, como por exemplo:

  • Desenvolver a criatividade e proatividade;
  • Estimula o trabalho em equipe;
  • Fortalece habilidade socioemocionais;
  • Aperfeiçoa a comunicação;
  • Promove a autonomia.

Além disso, as atividades também podem aproveitar para introduzir os alunos em alguma problemática social, onde eles possam adquirir uma nova visão sobre o assunto e juntos buscarem soluções práticas para o desafio.

É possível abordar questões como o saneamento, meio-ambiente, reciclagem e mais uma infinidade de assuntos que por muito tempo serão objeto de discussão nos principais encontros de países no mundo. Essas atividades também podem ser desenvolvidas com o objetivo de inserir os alunos em competições promovidas por outras organizações.

Com a participação ativa nos projetos e atividades, aliado a convivência com os colegas, aos poucos os alunos também vão desenvolvendo habilidades comportamentais, conhecidas como soft skills.

Aquele aluno que gosta de ajudar e ao mesmo tempo pôr a mão na massa, automaticamente vai descobrindo as qualidades de liderança. Enquanto isso, o que sempre encontra respostas para os problemas terá mais habilidades para criatividade.

Há também os que se sentem pressionados com determinados afazeres, mas que não desistem e vão até o afim para cumprir, desenvolvendo assim inteligência emocional para com as situações. Essas são só algumas das skills que podem ser observadas nos alunos, dentre tantos exemplos.

Fonte: https://desafiosdaeducacao.grupoa.com.br/cultura-maker-na-educacao/

A importância da inovação e tecnologia para o ambiente escolar

inovação e a tecnologia são temas centrais para o desenvolvimento de diversos setores da sociedade brasileira e mundial, e não poderia ser diferente na educação.

O sistema de ensino, como o conhecíamos, passou por transformações, e a comunidade escolar demanda cada vez mais conectividade no dia a dia.

Fonte: PixaBay

De maneira geral, esses temas trazem precisão e agilidade ao ambiente escolar. Processos burocráticos e demorados passam a ser realizados com extrema rapidez. Isso resulta em uma economia de tempo, não apenas para o gestor escolar, mas também para todos os funcionários, o que torna a escola mais eficiente.

Para entender em detalhes como a instituição de ensino pode aproveitar os recursos tecnológicos disponíveis hoje no mercado, principalmente o sistema de gestão escolar, a fim de modernizar o seu sistema de ensino e a interação entre a comunidade, continue a leitura. Você vai se surpreender com as nossas sugestões!

Por que apostar na inovação nas escolas?

No século XXI, a base das interações dos alunos está na tecnologia. Trata-se de uma linguagem comum que influencia seus comportamentos, diálogos e maneiras de aprender. Diante dessa realidade, os professores que conseguem tornar os assuntos atrativos por meio dos recursos tecnológicos estão um passo à frente.

Inovar nessa área não significa simplesmente utilizar PowerPoint ou ferramentas do tipo. Na verdade, a tendência é incorporar as tecnologias já usadas pelos estudantes para potencializar o aprendizado deles em sala de aula. Twitter, blogs, wikis, entre outras ferramentas podem ser usadas de acordo com o grupo de alunos.

Como a inovação e a tecnologia impactam a gestão de uma escola?

A inovação e a tecnologia transformam a gestão escolar nos seus diferentes setores internos. Veja, a seguir, como ocorre esse processo.

Secretaria

Se a instituição tiver um sistema de gestão escolar, a preparação de documentos referentes a boletos, matrículas, rematrículas e declarações com notas de anos anteriores, que poderia dispender uma enorme quantidade de tempo, é feita em um piscar de olhos, tudo por meio da tecnologia. Dessa forma, a eficácia da secretaria é notável.

Área pedagógica

Obter o número de abstenções dos alunos e gráficos com a evolução de rendimento das turmas são benefícios que tornam a rotina do gestor muito mais dinâmica, além de prepará-lo para tomar decisões com base em dados verídicos. Por meio de gráficos e relatórios, é possível ver onde ocorrem pequenos problemas e saná-los antes que eles se tornem grandes.

Outro recurso incrível que um sistema de gestão de ponta dispõe é o de formar a grade escolar. Aquela preocupação em juntar tantas variáveis, como o tempo disponível de cada professor e as séries em que ele pode lecionar, simplesmente deixa de existir! 

O sistema, ao considerar todas as variáveis, monta de maneira automática uma grade escolar adequada em poucos segundos. Esse trabalho, se feito manualmente, poderia levar horas incontáveis e trazer muita dor de cabeça.

Almoxarifado

Com base na tecnologia, o gestor sabe com precisão se a escola dispõe de todos os recursos que necessita para operar adequadamente. Ter esse controle evitará que a instituição de ensino fique sem os itens necessários para um bom funcionamento. Papéis, itens de limpeza e alimentação estarão devidamente catalogados.

Marketing

Existe um modo de ter o controle de todos os passos que estão sendo praticados na divulgação da escola. Por meio de um sistema de gestão escolar, cada mensagem, telefonema, e-mail marketing ou outra forma de contato estarão devidamente gravados sempre que exista a necessidade de acessá-los.

Financeiro

Com o fluxo de caixa, o gestor sabe exatamente como estão as finanças de sua instituição, bem como o momento certo para investir, cortar gastos ou conter despesas. A área financeira do sistema de gestão escolar também ajuda no momento de ter um controle dos pagantes ou devedores.

Isso permite lidar de uma maneira mais ágil com casos de inadimplência. Além disso, com a agilidade oferecida a pais e alunos, o número de evasões tende a ser reduzido.

Quais são os benefícios da inovação e da tecnologia na sala de aula?

A tecnologia faz parte da rotina de boa parte dos estudantes. Por isso, diante de um modelo de ensino arcaico, o resultado são aulas monótonas e professores tentando disputar de modo falho a atenção dos alunos.

Abaixo, veja como o investimento em inovação e tecnologia pode mudar essa realidade em muitas escolas.

Engajamento dos alunos

Aulas que fazem uso das linguagens digitais exigem a participação dos alunos e despertam a curiosidade. Ademais, as discussões em sala podem abrir novas possibilidades de usar a internet para resolver problemas do bairro. Também podem servir para exercitar habilidades de comunicação oral e escrita.

Pense em maneiras de envolver nesses processos a família dos alunos, os vizinhos, a direção e até mesmo os demais funcionários da escola.

Melhor rendimento escolar

É importante entender que a inovação não está na tecnologia em si, mas no uso que fazemos dela. As dinâmicas trazem resultados quando estimulam o cruzamento de ideias e conexões humanas. Dessa forma, conteúdos vistos em sala de aula se integram ao cotidiano dos alunos. A tendência dessa cultura é um rendimento escolar cada vez melhor.

Fonte: https://escolaweb.com.br/blog/importancia-da-inovacao-e-tecnologia/

CARACTERÍSTICAS PARA DOMINAR O SÉCULO XXI

Vou falar hoje sobre as três grandes características que todo mundo precisa ter para dominar o século XXI: Adaptabilidade, Protagonismo e Questionamento.

Fonte:letscode-academy

É tentador adotarmos visões extremistas sobre a tecnologia. Ou ela irá roubar os empregos, ou ela será descartada.

O grande ponto para se manter relevante nas próximas décadas é justamente nos enxergamos como profissionais centauro. Isso é uma analogia para dizer que devemos nos enxergar como profissionais metade humano, metade máquina. Ou seja, ADPATAÇÃO.

Nós já utilizamos robôs no nosso dia a dia. Muitas vezes sem nem nos dar conta. Inclusive no ambiente de trabalho. A grande questão é que as próximas décadas irão exigir ainda mais adaptações.

Ao invés de pensarmos simplesmente “A tecnologia irá roubar o meu emprego?”, devemos adotar uma postura de muito mais protagonismo em relação a tudo isso. O futuro não simplesmente chega e muda tudo. Ele é construído. Todos os dias. 

 A terceira e última característica fundamental para as próximas décadas é a capacidade de questionar.

Nossa capacidade de questionamento é, no fim, o que nos diferencia. O que nos fez chegar até aqui e o que continuará a nos guiar daqui para frente.

Como você tem desenvolvido estas três características? Como as tem desenvolvido, em seus alunos? 

OCEANO DE DADOS

Bom dia pessoal.

Hoje falarei um pouco dos dados.

“Dados são a gasolina do Século XXI” – Segundo Peter Sondergaard

E dentro deste tema, não poderia deixar de falar do BIG DATA. Simplificando, big data é um conjunto de dados maior e mais complexo, especialmente de novas fontes de dados. 

Com tantas informações disponíveis, temos sofrido cada vez mais com a Sobrecarga de informação.

Temos aumentado exponencialmente a nossa capacidade de produzir informações, contudo, nossa capacidade humana de consumir, reter e aprender com essas informações se manteve.

“A democratização da criação e do consumo de informações fez com que o número de informações disponíveis aumentasse exponencialmente. Hoje, o problema não é mais o acesso restrito de um grupo pequeno de pessoas privilegiadas. O grande problema hoje é a Curadoria desse número quase infinito de informações”.

E este problema vemos na educação também. Muitas informações sobre metodologias, por exemplo, das mais diversas nos rodeiam dia-a-dia.

E quais seriam os passos para trabalhar estes dados, usá-los de forma efetiva?

 – Inicialmente devemos coletar os dados;

– Em seguida, analisá-los.

– A partir destas análises, criar insigths, hipóteses.

– E por último, a ação.

Não podemos esquecer que toda ação irá gerar novos dados. Esses dados devem ser analisados. A partir dessas análises, insights irão acontecer e esses insights irão gerar novas ações. 

O processo NUNCA termina.

Gostou do assunto? Como você lida com a imensidão de dados do dia-a-dia?

Ações Pós – Pandemia: O que você deve fazer para que sua instituição sobreviva?

A pandemia do COVID-19 trouxe grandes mudanças no setor educacional, em todos os seus níveis, desde o ensino infantil, até o ensino superior. A suspensão das aulas presenciais, a inserção do ensino remoto ou a distância, e em alguns casos a total falta de aulas, traz grandes desafios aos gestores educacionais.

Fonte: PixaBay

Em função deste grande tempo de paralisação, um aumento nos índices de evasão pode ocorrer, causada tanto por alunos ou seus familiares que tenham perdido o emprego e estejam sem condições financeiras de arcar com a mensalidade, tanto pela falta de engajamento dos alunos na modalidade educacional imposta pela quarentena.

Segundo estudos recentes, entre os quatro setores mais afetados pelo COVID, o setor de educação se destaca, afinal 1,5 bilhão de alunos no mundo ficaram ou estão com aulas suspensas ou remotas. No Brasil este número é da ordem de 53 milhões.

Sendo assim, a pergunta a ser respondia é: como fazer com que a instituição sobreviva, após esta pandemia, ou, quando as aulas começarem a voltar ao ritmo dito normal?

Várias são as ações que devem ser tomadas e todas devem ser previamente planejadas. Vamos separar estas ações em administrativas e acadêmicas:

As ações administrativas, devem incluir:

1º: Realizar uma busca ativa aos alunos que não voltarem a frequentar as aulas.

2º: Realizar um planejamento para facilitar as condições de pagamento de mensalidades para os estudantes que comprovarem dificuldades financeiras;

3º:  Fazer ajustes em seus orçamentos e planos de implantação.

4º: Verificar custos de infraestrutura, lembrando que alguns espaços provavelmente não serão utilizados inicialmente, tais como auditórios;

5º: Refazer o planejamento de fluxo de caixa

6º: Refazer o planejamento da campanha de matrículas para 2021, com intuito de aumentar a captação.

Dentre as ações acadêmicas, devemos contemplar (independentemente do nível educacional):

1º: Acolhimento na primeira semana de aula

2º: Aplicar uma avaliação diagnóstica, logo no retorno das aulas, a fim de identificar as defasagens de aprendizagem e programar a recuperação do conteúdo;

3º: Acompanhar de perto os alunos com maior dificuldade no retorno às rotinas educacionais;

4º: Elaborar um plano bem estruturado de volta às aulas, com divulgação de toda a programação de conteúdos e atividades, deixando assim os alunos mais informados e consequentemente mais tranquilos.

5º: Apoio psicológico aos alunos (independentemente do nível educacional) para entender o novo momento e principalmente para aqueles que tenham perdido parentes em decorrência do vírus.

6º: Formação continuada dos professores: eles devem contar com mais suporte e treinamento no uso de ferramentas de aprendizado remoto, que podem ser utilizadas como suporte extra durante as aulas presenciais, além de serem uma alternativa para complementar a carga horária anual exigida em lei.

7º: Revisão das metodologias utilizadas na instituição. Mais do que nunca, a inserção de metodologias ativas será necessária, fazer realmente com que o aluno se torne o ator principal de sua educação. Isto será um grande diferencial entre as instituições

Devemos lembrar uma famosa frase de Einstein: “Nós não podemos resolver um problema, com o mesmo estado mental que o criou.”

Esta é uma oportunidade para pensar e fazer diferente. É uma oportunidade de antecipar o que o futuro pode trazer de bom. Ao invés de pensar fora da caixa, construir uma nova caixa.

Estas são apenas algumas ações, mas, que se bem executadas podem garantir a sobrevivência das instituições, principalmente das menores.

Universidade Empreendedora

A universidade empreendedora tem como objetivo a graduação de empresas e de alunos. Assim, tanto as incubadoras de empresas de diversos segmentos quanto o parque tecnológico associado à universidade assumem uma importância estratégica.

Fonte: PixaBay

Na universidade empreendedora, identificamos uma cultura empreendedora, desde na reitoria, órgãos administrativos, nos docentes e discentes.

Vamos ver alguns dos aspectos que caracterizam o modelo de uma universidade empreendedora:

1 – Adequações permanentes de currículos, da graduação, pós-graduação e extensão, de acordo com  as evoluções sofridas pela sociedade;

2 – O ensino do empreendedorismo acontece em todos os cursos, permeando a graduação, pós e extensão.

3 – Formação de nova geração de empreendedores.

4 – Os grupos de pesquisa são empreendedores.

5 – A prática profissional é incentivada através de Empresa Junior, Núcleo de Prática Jurídica, Serviço de Psicologia Aplicada etc.;

6 – Existência de incubadoras que apoiam a criação e consolidação de empresas.

7 – Realização de ações de disseminação da cultura empreendedora

8 – Os reitores, diretores, coordenadores, ou seja, os gestores educacionais, devem ser pessoas com características empreendedoras.

9 – Existência de um planejamento estratégico focado em metas acadêmicas, econômicas e sociais

10 – Possuir recursos financeiros de origem diversificadas (próprios, públicos e privados).

11 – Gestores e docentes propõem, participam e/ou lideram atividades com outras organizações em sua região, como contribuição para a sociedade

A transformação da universidade tradicional em universidade empreendedora depende de todos.  Não apenas da gestão, mas também dos docentes. A iniciativa de todos deve ser muito bem vida. A capacitação é fundamental.