Novos horizontes, novos projetos para inovar na educação

Em dez anos de missões técnicas, grupo de gestores educacionais que foi a mais destinos construiu uma rede informal; instituições estão à frente de concorrentes no processo de inovação.

Fonte: Pixbay

A curiosidade é uma chave indispensável para o conhecimento. Seus caminhos e motivações podem levar a muitos lugares, de formas diferentes. Como nos alerta o escritor argentino Alberto Manguel em Uma história natural da curiosidade, a obra-prima de Dante Alighieri, A divina comédia, pode ser lida como uma grande busca “a partir da curiosidade de um homem”. Quando é perigosa, relembra Manguel, essa curiosidade é vanitas, vaidade que pode nos fazer crer que estamos perto do céu; quando é umiltá, humildade, ela nos aproxima da verdade como amantes do conhecimento não arrogantes.

Ao longo dos últimos dez anos, desde que começaram a ser realizadas, as missões técnicas internacionais do Semesp estão palmilhando um caminho cada vez mais próximo a esse desejo de conhecer algo que descortine um mundo novo à frente, para o qual é essencial estar aberto. E sempre com uma humildade quase socrática ante o que se encontrará, até porque no mundo de hoje saber para onde aponta a bússola já é uma grande conquista.

É o que se pode deduzir dos depoimentos de alguns dos gestores que com mais frequência têm participado das missões para diferentes destinos, da realidade próxima do Chile à distante Coreia do Sul, da tradicional Inglaterra à pouco ortodoxa Holanda.

Concebidas como forma de proporcionar aos gestores contato com escolas inovadoras, as missões, num primeiro momento, talvez tenham despertado um pouco da vaidade do contato com o que há de mais avançado. Com o tempo, foi se sedimentando uma cultura de atualização institucional e de partilha de novas experiências com as equipes das instituições e entre aqueles que têm viajado. Os laços se fortaleceram e eles hoje compõem uma rede informal de troca de impressões e consultas sobre ideias a serem implementadas.

Para João Otávio Bastos Junqueira, reitor do Centro Universitário Fundação de Ensino Octávio Bastos (Unifeob), de São João da Boa Vista, uma das grandes vantagens das missões é o networking com os participantes. Quanto mais diversificado o grupo, com perfis institucionais próximos ou distantes, mais rica é a experiência. “Em comum, todos têm uma inconformidade com o que estamos fazendo, uma busca incessante por melhoria, por inovação”, resume.

Para Vanilson do Nascimento, diretor da Faculdade Vale do Gorutuba (Favag), no norte de Minas, as viagens constituem um meio de se aproximar de instituições de centros maiores, “mais atentas às mudanças que ocorrem no mundo”. Seu interesse inicial, depois alargado, eram as metodologias ativas.

Já para Beatriz Eckert-Hoff, reitora do Centro Universitário do Distrito Federal (UDF), que integra o grupo Cruzeiro do Sul Educacional com outras nove instituições, as missões foram uma oportunidade de conhecer universidades de outros países com os olhos da gestão, já que seu conhecimento anterior era como pesquisadora. “Fiquei instigada a participar, a fazer uma imersão em países que têm a educação como mola propulsora.”

De modo geral, os reflexos das viagens têm sido materializados em mudanças relativas à infraestrutura física das instituições, à introdução de metodologias ativas e a uma visão pedagógica mais aberta, além de novos padrões de gestão, tendendo a processos mais horizontais e compartilhados. Outros efeitos visíveis têm a ver com o reforço de valores tais como o papel central do professor, com sua concreta valorização, a reafirmação de propósitos institucionais e de tendências como a educação a distância e a internacionalização.

Olhar capturado

Como o primeiro contato com as instituições nas visitas vem sempre através do olhar, os novos arranjos espaciais e de infraestrutura costumam causar o impacto inicial. Muitos gestores apontam esse aspecto como o mais interessante à primeira vista. Basicamente, são espaços mais despojados, menos circunscritos à organização tradicional das salas de aula, com cadeiras ou carteiras enfileiradas. Como trabalhos por projetos, feitos em grupo, são cada vez mais comuns, é natural que as salas também ganhem nova dinâmica.

Há exemplos que vão um pouco além da sala de aula, captando inclusive potenciais simbólicos. Nascimento, da Favag, conta que a visão da Biblioteca da Sorbonne inspirou um novo espaço de estudo coletivo. Junqueira, da Unifeob, vai mais além: ressalta a importância da funcionalidade em harmonia com a estética.

“As coisas na educação em geral são muito quadradinhas. Percorrendo os diversos países, vimos a importância da parte estética. Estar num lugar bem cuidado, bonito, faz diferença”, diz ele. Para o reitor da Unifeob, isso não tem a ver com luxo, mas com um espírito de pertencimento, de todos se sentirem responsáveis e zelarem pelo espaço. “É como nas ruas, a gente acha que não pertence a nós, que alguém vai cuidar.” Por isso, está abrindo o campus para a comunidade, evitando “emparedar” a instituição.

Outro caminho das inovações de infraestrutura está nos Fab Labs, os laboratórios com recursos como impressoras 3D. Depois das viagens a Dinamarca, Finlândia e Austrália, a Favag criou seus espaços de inovação. O Fablab foi aberto em agosto e passa por um processo de capacitação de professores, alunos e funcionários. Será a base de uma incubadora de startups. “Criamos também salas de aula flexíveis, modelo que não encontrei em nenhum lugar do Brasil”, diz Vanilson Nascimento.

Outra instituição que tem colhido os benefícios de conceber novos espaços é a UDF. Em 2016, implantou a sala Conecta UDF, aberta da manhã à noite, com ambiente informal e recursos para os alunos, como espaço para gravar vídeo. Está em conexão com o escritório de extensão e responsabilidade social do centro universitário e resultou em acordo com o Sebrae local, que destinou R$ 180 mil para investir em empreendimentos propostos pelos alunos. O modelo da sala está sendo adotado por outras instituições do grupo Cruzeiro do Sul.

Mas, segundo a reitora da UDF, um dos aspectos mais marcantes das missões foi ver, do ponto de vista da gestão, o impacto de um planejamento bem feito. Beatriz Eckert-Hoff conta que, além da proximidade entre a indústria local e a Escola Técnica de Munique, que resulta num currículo bastante atual e de ponta, viu que o fato de um líder saber engajar a comunidade acadêmica com foco em um propósito faz toda a diferença.

“O segredo da boa capacidade de planejamento é ter clareza sobre o que você quer no curto, no médio e no longo prazo, quais diferenciais quer criar.” A partir daí, fica mais fácil envolver todos os atores também para acompanhar, monitorar resultados e, se necessário, replanejar os objetivos. Isso resultou num plano muito claro para a sua instituição e, em conjunto com outras ações, fez com que a UDF saltasse de 5,6 mil alunos para 15 mil em cinco anos.

O desafio da implementação

Como é comum ouvirmos no campo da educação, boas ideias e projetos passam por um teste crucial na hora de serem implementados. Nessa hora, podem mostrar que têm inconsistências, ou que a instituição tem problemas de outra ordem e não consegue colocá-las em prática. Por isso, é preciso convicção e muito diálogo para fazer as ideias vingarem.

Adriano Novaes, diretor acadêmico da Faculdade Esamc de Uberlândia, teve a percepção da importância desse processo. Um dos primeiros associados do Semesp de fora do Estado de São Paulo, logo interessou-se pelas missões, tendo ido a quase todas. De início, encantou-se com as instalações, mas logo viu que a adoção de metodologias ativas é que poderia significar um diferencial real.

As visitas à Universidade de Toronto, no Canadá, e a Harvard e MIT, nos Estados Unidos, o deixaram animado. Mas Novaes foi previdente. Começou a testar nas próprias aulas a reação dos alunos, pois a diferença do perfil discente poderia ter influências. Como deu certo, chamou primeiro um grupo de professores mais abertos a novidades, assegurou-se de que as coisas estavam andando bem e só depois transformou o processo em institucional.

Há cerca de cinco anos, a Esamc começou a fazer um treinamento a cada semestre com um convidado de fora, com foco em metodologias. Há três anos, instituiu outro, de três dias, para os professores que estão ingressando na faculdade. O Problem Based Learning (PBL) passou a ser a base metodológica da faculdade.

“A introdução desse material foi o primeiro pilar em que nos apoiamos. O segundo foi a mudança da cultura docente. E o terceiro é o Learning Analytics, a criação de indicadores”, resume Novaes. Nesse último quesito, a instituição está investindo em indicadores próprios para analisar alguns eixos de ensino. Por exemplo, avalia os conhecimentos de marketing de todos os cursos, para ver onde há buracos e como balancear essa oferta.

Todo esse processo mudou o perfil docente. Se antes os professores com doutorado eram privilegiados, agora a abertura a novas metodologias passou a contar mais. “Houve um movimento interessante. Professores antes bem avaliados foram decaindo por causa da comparação com aqueles que começaram a usar as metodologias ativas e melhoraram”, conta Novaes. Tudo isso trouxe vantagem competitiva à instituição. Só agora as outras faculdades da cidade começam a correr atrás de metodologias ativas.

Outra maneira de estabelecer o processo é implantar uma área exclusiva para seu desenvolvimento. Foi a opção do Centro Universitário Eniac, de Guarulhos (SP). O gestor da instituição, Fernando Domingues, empolgou-se com a ida a Harvard, em 2014. Em 2016, houve a contratação de Simone Viana para cuidar exclusivamente da inovação pedagógica. Após a visita ao Chile – e, em especial, à Universidade do Chile, em 2016 – concretizou-se a ideia de um Núcleo de Inovação Pedagógica (NIP).

Ela conta que se encantou com as experiências relatadas pelo diretor do Centro de En-
sino e Aprendizagem da Universidade, Oscar Jerez Yañez (que já palestrou no Brasil a con-
vite do Semesp). A exemplo do centro chileno, formado por jovens professores, Simone ado-
tou a estratégia de trabalhar com o público com esse perfil. E começou a inovação pelo colé-
gio, que tem se mostrado mais receptivo às mudanças.

“Contratamos jovens recém-formados, muitos que faziam licenciaturas. Hoje, são mais de
20 jovens professores, assistentes de aprendizagem. Os jovens falam a linguagem dos outros jovens e são receptivos à inovação”, diz Simone, ressaltando o fato de que é natural para eles o uso das tecnologias digitais. A escola está ensinando por projetos e há uma prateleira para os alunos escolherem. Quando acontece de não haver nada que os interesse, os estudantes fazem uma mentoria com os assistentes.

No caso dos professores mais antigos, a Eniac recorreu à parceria com o RH, tornando a participação parte da política de carreira. O estímulo fez com que a adesão aumentasse de 30/40% para 60/70%.

A Eniac também está investindo no ensino técnico e no incremento de parcerias com o setor privado. Por meio do braço social da instituição, foi criado o Centro de Inovação Tecnológica de Guarulhos, que está trabalhando para cadastrar empresas. Tudo isso é resultado da visita ao Colégio Técnico de Munique e ao conhecimento do sistema Dual alemão, referência em ensino técnico em todo o mundo.

No ensino superior, as inovações acontecem em três cursos: pedagogia, jogos digitais e arquitetura. O desafio é fazê-los trabalhar em projetos conjuntos, o que já começa a acontecer. Além disso, os novos cursos superiores da instituição recebem assessoria do NIP para que seu currículo já preveja metodologias inovadoras.

Ética do Oriente

Uma das viagens que mais impressão causou aos gestores, talvez pelo confronto de culturas, tenha sido a visita à Coreia do Sul, em que foram a universidades, colégio e a Songdo , um dos modelos mundiais de cidade inteligente, pelo uso de tecnologia. E um ponto nevrálgico foi a questão do propósito, como enfatizado por José Wilson dos Santos, reitor da Rede de Ensino Ages, instituição regional situada no Polígono da Seca, entre Bahia (sua sede), Sergipe, Alagoas e Pernambuco.

Santos diz que mantém o compromisso da instituição com a sociedade local, por isso não seguiu a tônica de muitas universidades que acabaram com seus cursos de licenciatura. A Ages ainda os têm, inclusive em matemática, física e química, disciplinas com os maiores déficits docentes na educação básica.

E os cursos têm diálogo com o colégio do grupo, reformulado com base no que Santos viu na Coreia do Sul. E não foram só as salas de aula que mudaram, com estrutura física adaptada às necessidades das metodologias ativas, o que também ocorreu no ensino superior.

Do ponto de vista filosófico, o projeto foi reformulado com base no que o gestor viu na Coreia, pensando no egresso e na sua ação em retribuição ao que lhe cerca. “Na sua relação com a família, com o espaço, com o país, com a resolução dos problemas. Comprometimento, trabalho, responsabilidade e ética, esses são os quatro pilares que sustentam o país. Adotamos esses pilares e eles nos fortalecem enquanto instituição”, diz Santos.

Da Austrália, ele relata ter assimilado um conceito que o ajuda na gestão do tempo: foco total no que está fazendo, para fazer rápido e bem feito. “Assim sobra tempo ao final do dia e da semana para aproveitar a vida.” Uma sabedoria também ancorada no seu lugar de origem.

Valorização docente

Se todas essas inovações estão trazendo resultados concretos para as instituições, há um aspecto que não é novo, mas que também serve de exemplo para os gestores: o respeito social com que os professores são tratados.

Tanto Simone, da Eniac, como Adriano Novaes, da Esamc, frisam o lugar de destaque da docência em países como Chile, Finlândia e Dinamarca, onde os professores, além de alta capacitação – ou talvez em função dela – têm grande autonomia para o trabalho em sala de aula, são muito comprometidos e objeto de grande confiança das instituições e da população em geral.

“Ser professor é uma profissão competitiva nesses países, ou seja, há procura grande pela carreira. O que vimos foram professores engajados, inovadores e que trabalham em equipe. Presenciamos várias salas com grupos de professores conversando sobre algum projeto conjunto e até testando novas práticas em sala de aula”, exemplifica Novaes com relação aos países escandinavos.

A visão não difere do relato da reitora Beatriz Eckert-Hoff, do UDF, sobre o que viu na Alemanha: “O grande agente da mudança na educação é o professor. É a autoridade, tem de passar por várias provas de competências pedagógicas. É um grande líder que tem a confiança da sociedade”.

Finlândia e Coreia do Sul, por exemplo, começaram nos anos 60 do século passado a proceder a uma grande transformação em seus sistemas educacionais. Já faz alguns anos que vêm colhendo os frutos. Não houve caminho curto, não houve mágica, não faltaram professores. Com maior qualificação, é mais fácil inovar, estar à frente.

Fonte: https://revistaensinosuperior.com.br/inovar-na-educacao/

Aprendizagem para o mundo de hoje

O grande desafio é tornar a interação digital cada vez mais real e engajadora, defende a especialista em metodologias inovadoras, Flora Alves.

Estamos vivendo, de fato, a era digital. E essa era impõe uma velocidade diferente em tudo aquilo que fazemos, e não pode ser diferente quando o tema é aprendizagem. Temos que investir naquilo que temos de mais importante: o conhecimento. Afinal, como bem dizem, “a educação é a única saída para tudo”.

Foto: PixbaY

Neste momento, milhões de crianças, jovens e adultos estão sem frequentar ambientes físicos, como salas de aula, onde muitas instituições adotam estratégias de educação online e por outras mídias para garantir a continuidade da aprendizagem.

Os educadores e facilitadores estão se desdobrando para oferecerem aulas envolventes e ao mesmo tempo eficientes. Para isso, estes profissionais estão buscando novas metodologias e ferramentas para estreitar a relação com o aprendiz, além de otimizar o tempo e passar o conhecimento na dose certa.

Com isso, trago a seguinte reflexão: o que funciona no presencial, não necessariamente funciona no digital. Não se trata somente de gravar uma palestra, há uma série de conhecimentos andragógicos e pedagógicos para serem aplicados. E mais do que nunca, é preciso entender os diferentes formatos de aprendizagem, pois cada pessoa aprende de uma forma diferente e, no caso dos adultos, é preciso ainda gerenciar o tempo de maneira a conjugar as tarefas domésticas e os compromissos profissionais.

É fato que somos dotados por com uma habilidade automática de filtrar irrelevâncias. Esse são os nossos filtros perceptíveis. Independente da fonte utilizada para transmitir os conhecimentos, filtramos só o que percebemos como relevantes. A informação que passa por nossos filtros, ingressará em nossas memórias de curto prazo onde acontece o processamento ou tratamento das informações. Por essa razão, ao introduzir um conhecimento, devemos focar no essencial para segurar a passagem pelo filtro. Se a informação é percebida como relevante, ela passa para a memória de longo prazo, no entanto, se essa informação não recebe tratamento, ela desaparece em cerca de 10 a 15 segundos. Aqui que entra a importância de compartilhar informações assertivas, curadas, verdadeiras, engajadoras e criativas. Entregando tudo isso usando a tecnologia certa. 

Quando trazemos isso tudo para a área de desenvolvimento humano, eu não posso mais, por exemplo, treinar pessoas que estão se desenvolvendo dentro de um universo digital, com metodologias e perspectivas antigas. Não antigas no sentido que elas não funcionam mais, mas antigas no sentido que eu preciso usar tecnologias para facilitar o processo de aprendizagem. Então dentro da área de educação corporativa eu preciso, cada vez mais, não só trabalhar com metodologias ativas e com alternativas digitais, mas também preciso me desafiar a não só levar a aprendizagem para um meio com uso de tecnologia, mas tornar essa aprendizagem engajadora e interativa, apesar dela acontecer com o uso de tecnologia. Confuso? Vou explicar.

É preciso trazer a tecnologia para o desenvolvimento de pessoas pensando nos modelos de entrega que temos que desenvolver, ou seja, chega de blábláblá. Vamos efetivamente usar as tecnologias que fazem parte do dia a dia das pessoas.

Aprendizagem para o mundo de hoje é isso: disponibilizar aquilo que um indivíduo precisa aprender, na hora que ele precisa aprender, no formato que ele acredita que seja o mais adequado e na hora que ele precisa efetivamente deste conteúdo. Não adianta disponibilizar um conteúdo para uma pessoa que não esteja diretamente conectado com o contexto dela. 

O grande desafio é tornar a interação digital cada vez mais real e engajadora. Conectar a experiência de aprendizagem com a realidade das pessoas. Não são necessários volumes enormes de conteúdos. Um dia desses alguém comentou comigo que tinha que assistir alguns vídeos que faziam parte de um curso. E sabe como assistiu? Acelerando a velocidade do vídeo. A pergunta é: adianta oferecer volumes gigantescos desnecessários de conteúdos? Não adianta.

O ponto-chave é selecionar os que são essenciais para que as pessoas consigam chegar onde elas precisam. Colocar o participante no centro do processo, usar abordagens para soluções de problemas para que se a gente empatize com essa pessoa e consiga efetivamente fazer com que o conhecimento chegue de uma maneira relevante, engajadora e que seja útil.

*Flora Alves é graduada em Comunicação e Marketing, com pós-graduação em Administração de Recursos Humanos. Autora dos livros “Instrutor Master: O Papel do Instrutor no Processo de Aprendizagem”; “Gamification, Como criar experiências de aprendizagem engajadora: Um guia completo: do conceito à prática” e “Design de Aprendizagem com uso de Canvas – Trahentem”.

Fonte: https://revistaensinosuperior.com.br/aprendizagem-artigo/

OTIMIZAÇÃO DE EQUIPES EDUCACIONAIS PEQUENAS

Muito falamos da gestão educacional, de como fazer, dos planejamentos.

Mas, e se a equipe escolar for pequena? Resulta obrigatoriamente em um trabalho ineficaz e sem qualidade?

De forma nenhuma. Para esta situação, o importante é a otimização da equipe. E como fazer isto?

Vou mostrar algumas formas:

1 – Ter uma boa equipe. Os profissionais devem estar alinhados ao perfil da instituição, se compartilham dos mesmos valores e se estão comprometidos com o valor da instituição.

2 – Planejar. O bom planejamento das atividades a serem realizadas sempre deve ser feito e é fundamental quando a equipe é pequena. O trabalho de cada um precisa ser muito bem aproveitado.

3 – Estrutura física organizada: A instituição precisa ter espaços eficientes, sem deixar de ser acolhedora.

4 – Uso da tecnologia: Use a tecnologia a seu favor. O bom uso da tecnologia economiza o tempo e torna as rotinas mais eficientes. Sem falar na inovação no ato de educar, quando a tecnologia é usada em sala de aula.

5 – Comunicação: A comunicação deve ser clara, objetiva e transparente. Com uma equipe reduzida, a comunicação pode se tornar inclusive mais rápida. Adotar canais de cominação é algo bem interessante.

6 – Feedbacks: Em geral, as instituições possuem metodologias de avaliação, mas nem sempre de feedbacks. Os feedbacks (bem realizados) proporcionam melhorias nos resultados e crescimento dos profissionais, tornando-os mais satisfeitos. Equipe escolar satisfeita gera também satisfação nos alunos.

7 – Qualificação profissional: Capacitações e treinamentos, além de qualificar a equipe, valoriza os profissionais.

Conseguiram perceber que é possível otimizar a gestão quando a equipe escolar é pequena, para que o trabalho aconteça de forma eficaz e sem sobrecargas?

Avaliação: 5 de 5.

Lifelong Learning

Você já ouviu a expressão Lifelong Learning? Em português este termo se refere a aprendizagem contínua ou educação para toda vida.

“O conceito de educação ao longo da vida é a chave que abre as portas do século XXI; ele elimina a distinção tradicional entre educação formal inicial e educação permanente”, afirma Jacques Delors, no relatório “Educação: um tesouro a descobrir” , da Unesco.

Este termo tem sido muito utilizado no ambiente corporativo, a fim de valorizar o processo de aprendizagem entre os colaboradores.

Este conceito possui quatro pilares: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a conviver, aprender a ser.

Vamos entender melhor estes pilares:

1º: APRENDER A CONHECER.

Aprender a conhecer indica o interesse, a abertura para o conhecimento, que verdadeiramente liberta da ignorância.

Com a velocidade em que o conhecimento humano se multiplica, muitas vezes deixamos de lado essa necessidade de nos aprimorar, se desinteressando pelo outro, pelo novo.

Aprender a conhecer ultrapassa o domínio de um determinado conteúdo e significa o prazer de compreender, construir e reconstruir o conhecimento.

Esse processo de formação continuada visa estimular o senso crítico e a capacidade dos sujeitos de refletirem e se posicionarem frente aos diferentes contextos.

2º: APRENDER A FAZER

Aprender a fazer mostra a coragem de executar, de correr riscos, de errar mesmo na busca de acertar.

É ir além do conhecimento teórico e entrar no setor prático.

Como as exigências das profissões mudam cada vez mais rápido, não basta estar preparado para desempenhar uma função, é preciso ser capaz de enfrentar as novas situações de emprego. Por isso, mais do que uma qualificação profissional, aprender a fazer implica, de forma mais abrangente, a habilidade de enfrentar desafios e trabalhar em equipe.

3º: APRENDER A CONVIVER

Aprender a conviver traz o desafio da convivência que apresenta o respeito a todos e o exercício de fraternidade como caminho do entendimento.

É preciso então, aprender a compreender o próximo, desenvolver uma percepção, estar pronto para gerenciar crises e participar de projetos comuns.

A educação deve proporcionar o desenvolvimento integral da pessoa, de modo que ela possa agir com cada vez mais autonomia, discernimento e responsabilidade pessoal.

Descobrir que o outro é diferente e saber encarar essas diversidades, faz parte da elevação educacional de cada um. Ir, além disso, e lidar com objetivos comuns no qual todos passaram a fazer parte de uma mesma ação, e poder conduzir este trabalho aceitando as diferenças individuais, é o que melhora a vida social.

4º: APRENDER A SER

Desenvolver o pensamento crítico, autônomo, incitar a criatividade e elevar o  crescimento de conhecimentos, além de ter em mente um sentido ético e estético perante a sociedade. Isto é aprender a ser.

A aprendizagem precisa ser integral, não negligenciando nenhuma das potencialidades de cada indivíduo.

Vocês têm praticado a educação continuada?

Mapa do Ensino Superior 2020 evidencia as desigualdades educacionais do país

Quase 2 milhões de estudantes que pretendem ingressar no ensino superior ficam de fora. Financiamento estudantil ainda pode ser uma das saídas para aumentar as matrículas

Dos 3,08 milhões de alunos não treineiros com até 24 anos que prestaram Enem em 2017, apenas 1,81 milhão ingressaram no ensino superior em 2018. Em outras palavras, mais de 1 milhão de jovens que pretendiam acessar o ensino superior ficaram de fora. Essas informações são apenas uma pequena parcela da imensidade de dados presentes no Mapa do Ensino Superior 2020, elaborado pelo Instituto Semesp e divulgado hoje, 21.

Para Rodrigo Capelato, diretor-executivo do Semesp, faltam políticas públicas de financiamento estudantil, uma vez que o Mapa revela o perfil desses estudantes que não ingressam na educação superior: 80% vêm de escola pública e 80% possuem renda familiar de até três salários mínimos.

Diante de um cenário de falta de incentivo às políticas públicas, o levantamento também apresenta o crescimento do financiamento estudantil criado individualmente por cada instituição de ensino, indo de 14,4% em 2014, para 34,8% em 2018.

Covid-19

Com o surgimento da pandemia do novo coronavírus, há um agravamento da diminuição da renda do aluno e de sua família, o que interfere em corte financeiro —  incluindo os estudos. Na visão de Ligia Pimenta, diretora do programa de parcelamento estudantil privado, CREDUC, para garantir captação e retenção, a instituição de ensino precisa, pelo menos, parcelar as mensalidades em mais vezes. “Enquanto a pós-graduação tem costume de alongar as parcelas [das mensalidades], a graduação ainda tem resistência. Na evasão é melhor oferecer parcelas do que desconto. Se a instituição não tem Fies e nem financiamento fica, fica complicado manter”, alerta a diretora.

Por falar em crise, a taxa de desocupação para quem tem ensino superior completo é 54% menor, aponta também o Mapa. Em outras palavras, ainda persiste a diferenciação entre quem tem diploma e quem não possui. “O que vemos é que quem tem nível superior terá problema em relação à renda, mas vai roubar emprego de quem tem apenas ensino médio”, diz Rodrigo Capelato.

Pesquisadores como impulsionadores

Com uma população que atinge os 210 milhões de habitantes, baseados nos dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), o Mapa também destaca o nível escolar dos brasileiros de 24 anos ou mais: 55 milhões possuem ensino fundamental; 44 milhões ensino médio; 19 milhões são graduados; 5,7 milhões especialização superior; 918 mil mestrado e 384 mil doutorado. “Se o Brasil busca ser um país de primeiro mundo precisa repensar sua política educacional. Sabemos a importância dos pesquisadores para o crescimento de uma nação e por aqui deve haver mais incentivo”, alerta Rodrigo.

Vale destacar que o Mapa do Ensino Superior – que este ano chega à sua 10ª edição – oferece um panorama completo da educação superior das redes privada e pública do país, por regiões, estados e suas mesorregiões, com dados sobre financiamento estudantil, valores de mensalidades e cursos mais procurados, números de matrículas nas modalidades presencial e EAD, alunos ingressantes e concluintes, perfil dos estudantes, taxas de evasão e migração, entre outras informações.

Fonte: https://revistaensinosuperior.com.br/mapa-ensino-superior-semesp/

Boa prática para aumentar retenção no ensino superior

Os números de evasão dos estudantes no ensino superior são altos e que vários são os motivos desta evasão.

Apresentarei aqui algumas práticas que auxiliam na retenção dos estudantes.

1º: Comece o trabalho de retenção de alunos desde a captação:  O momento da matrícula deve encantar o aluno e não ser chato e burocrático como é na maioria das vezes. Ressaltar todos os diferenciais da IES é muito importante.

2º: Ofereça soluções para pendências financeiras: As pendencias financeiras são os maiores motivos de evasão no ensino superior. É importante ter uma política de inadimplência clara e objetiva. É importante também ter soluções paliativas, para momentos adversos como este de pandemia que vivemos.

3º: Atenção às necessidades dos alunos: Disponibilizar meios para que os alunos possam dar sua opinião e apresentar sugestões, de forma que se sintam efetivamente ouvidos e representados, além da avaliação institucional.

4º: Análise das transferências: Analisar para quais instituições os alunos estão solicitando transferência é muito importante. Avaliar se é em função de preço, localização, qualidade dos cursos, falta de algum curso. Estas informações podem auxiliar na melhoria da IES e consequente aumento da retenção.

5º: Invista em relacionamento para melhorar a retenção de alunos: Investir em relacionamento é primordial, inclusive para as instituições de ensino.  As redes sociais são ótimas formas para este relacionamento. Invista nelas, colocando conteúdos de interesse dos alunos. Além das redes sociais, os eventos aumentam muito o relacionamento aluno x IES, aumenta também o engajamento dos alunos. Semana de cursos, competições acadêmicas, congressos, são exemplos de eventos que atraem a atenção dos estudantes.

Você colocaria alguma outra ação?

Projetos estimulam criatividade e engajamento em aulas remotas

Para Carolina Pavanelli, diretora pedagógica da plataforma Eleva, aprendizagem voltada à resolução de problemas complexos é uma inovação que também pode ser usada durante a crise do coronavírus.

aprendizagem baseada em projetos e voltada à resolução de problemas complexos é uma forma de estimular a criatividade e o engajamento dos alunos durante a pandemia do coronavírus (COVID-19). Esta foi a mensagem de Carolina Pavanelli, diretora pedagógica da Plataforma de Ensino Eleva, durante o webinário “Inovação e criatividade em tempos de crise”, realizado na sexta-feira (8).

Para Carolina, que também é professora de redação, o isolamento social e o uso das plataformas digitais como ferramenta de ensino não deve desencorajar os educadores a pensarem em aulas mais participativas do que expositivas. “Ouvir o professor falando [em uma aula online] é importante, mas dá para ser mais criativo e inovador”, afirmou.

A especialista lembrou que o conceito de “projetos” vai além da apresentação em grupo e dos cartazes produzidos pelos alunos, e destacou que a aprendizagem baseada em projetos integra vivência e investigação e envolve tarefas e desafios. Em linhas gerais, os alunos partem de um problema apresentado e têm de desenvolver formas de resolvê-lo ou amenizá-lo. Neste processo, são estimulados a desenvolver qualidades valorizadas pelo mercado, como trabalho em equipe, pensamento crítico e capacidade de resolução de crises.

Numa crise como a do coronavírus, todos os setores (saúde, indústria, cultura etc) estão usando a criatividade para buscar formas de resolver problemas, afirmou Carolina. Para ela, a educação pode fazer o mesmo, levando à sala de aula questões relacionadas ao momento atual e ao contexto dos estudantes. “Não se trata de pedir que os alunos criem uma vacina para o COVID-19, mas de perguntar a eles: quais são os maiores problemas no nosso bairro ou na nossa cidade? O que precisa de resolução mais imediata?”, sugeriu.

A partir desta conversa, e com base no problema levantado, o corpo docente deve se organizar junto à direção e a coordenação para montar um projeto interdisciplinar. Esta conversa é importante para que se possa compreender quais tópicos e disciplinas dialogam com a situação a ser trabalhada. Uma vez formulada a pergunta, os alunos devem criar projetos capazes de amenizar o problema, contando também com as informações obtidas durante as aulas expositivas.

Segundo Carolina, pesquisas apontam que uma fonte de estímulo para o ser humano é sentir-se útil e importante na resolução de um problema, ainda que pontual. Assim, a aprendizagem baseada em projetos pode ajudar os estudantes a se sentirem parte do processo transformador. “Queremos que os alunos saiam da quarentena sabendo a matéria, a disciplina formal. Mas também queremos que daqui a 10, 15 ou 20 anos eles se lembrem de que, durante um momento de isolamento social e de crise sanitária, econômica e humanitária, a escola os estimulou a pensar sobre o problema e a se entenderem como cidadãos participantes”, definiu. “O aluno vai lembrar de que, num momento horrível, a escola buscou aquilo que a educação deve fazer: transformar a sociedade.”

Inovação e tecnologia

O foco em projetos dialoga com os resultados de uma pesquisa realizada pelo grupo Eleva em 2018, e da qual participaram mais de 800 professores de escolas próprias e parceiras. Questionados sobre quais deveriam ser as grandes tendências da educação nos próximos dez anos, e convidados a selecionar até três opções, os educadores citaram principalmente projetos de estímulo à criatividade, socioemocional e projetos de cidadania.

“Talvez aquela educação tradicional e expositiva, de professor fala e aluno escuta, esteja cada vez mais caindo por terra”, afirmou Carolina. “Com a necessidade do ensino à distância, os projetos e a criatividade chegam de maneira muito forte.”

Durante o webinário, a especialista também convidou os educadores a refletirem sobre se tecnologia e inovação são de fato inseparáveis, e em como ser inovador na educação considerando as múltiplas realidades das escolas no Brasil e as diferenças regionais, socioeconômicas e de acesso digital.

“Inovação não é sobre ferramenta, é sobre pessoas: ela só precisa acontecer se for para ajudar as pessoas a resolver problemas e facilitar suas vidas”, afirmou. “É tão criativo um professor que faz um grupo de estudos no WhatsApp com seus alunos quanto o professor que monta uma aula super bacana no Zoom. Ambos conseguiram fazer uso da criatividade com a tecnologia que lhes é oferecida para serem inovadores nas suas práticas de sala de aula.”

FONTE: https://porvir.org/projetos-estimulam-criatividade-e-engajamento-em-aulas-remotas-diz-especialista/

Processos de Aprendizagem

Sempre ouvi dos profissionais da área de educação, da falta de tempo para se aprimoram . Sempre tão focados em sua pesada rotina que não tem tempo para se dedicar aos seus estudos.

A quarentena trouxe uma infinidade de cursos gratuitos, mas o trabalho dos profissionais da educação aumentou muito também, e a justificativa de falta de tempo para se aprimorar continua.

Então hoje, trago aqui um assunto que talvez muitos profissionais da área já conheçam, mas que gostaria de relembrar: O Processo de Aprendizagem e a importância da Educação Continuada.

O psicólogo americano Abraham Maslow desenvolveu uma teoria denominada “Os quatro estágios do Aprendizado de qualquer nova Habilidade”. E ele diz que, cada pessoa só avança ao estágio seguinte após satisfazer a necessidade do estágio anterior.

 Vamos entender estes quatro estágios:

1º: Incompetência Consciente: Neste estágio não fazemos ideia de que aquele novo conhecimento exista, ou possa vir a fazer parte do seu crescimento.

2º: Incompetência Consciente: Neste estágio reconhecemos nossa incompetência em algo e nos dedica ao processo de valorização do conhecimento a ser adquirido. É a fase que desenvolvemos o Growth Mindset (a mentalidade do crescimento).

3º: Competência Consciente:  Nesta fase entendemos ou sabemos como fazer algo. Conseguimos executar as novas habilidades adquiridas na fase dois, mas ainda devagar e com muita atenção.

4º: Competência Inconsciente: Nesta fase o conhecimento foi consolidado e executamos as novas habilidades de maneira natural.

Por isto a educação continuada é tão importante. A prática leva ao aperfeiçoamento contínuo.

E aí fica minha pergunta. Você tem se aperfeiçoado? Tem se desenvolvido, potencializando suas competências e habilidades para conseguir melhores resultados?

Pense sobre este assunto e tenha um ótimo domingo!!

Como uma mentoria pode ajudar profissionais de educação a crescerem

Você sabe o que é mentoria? Sabe identificar quando você precisa de um mentor? Quer saber mais sobre o assunto? Neste artigo vou tratar deste tema e te ajudar neste percurso. Com certeza você já ouviu o termo mentoria e mentor. Mas você sabe exatamente o que é? Para esclarecer , vou começar definindo oContinuar lendo “Como uma mentoria pode ajudar profissionais de educação a crescerem”

Business Agility em instituições de ensino

Você já ouviu falar em Business Agility? Segundo Evan Leybourn – fundador e CEO do Business Agility: “Agilidade de Negócio é a capacidade e a vontade de uma organização de adaptar, criar, e potencializar a mudança para o benefício de seus clientes!” E como este conceito se enquadra nas instituições de ensino, considerando que, paraContinuar lendo “Business Agility em instituições de ensino”

Instituições de Ensino Superior inovadoras

Quais as características de uma instituição de ensino inovadora? Para que uma instituição de ensino seja inovadora, não pode haver apenas um projeto. A instituição, como um todo, deve ser inovadora. Podemos dividir a inovação em três áreas: pedagógica, processos e gestão educacional e, por fim, infraestrutura (espaços). Para que tenhamos uma instituição contemporânea, queContinuar lendo “Instituições de Ensino Superior inovadoras”

Aulas remotas ou EaD?



 

O segmento de educação superior brasileiro, assim como todos os demais setores da economia, foi fortemente impactado com a pandemia do novo coronavírus – covid-19, que vem provocando a paralisação de empresas em todo o mundo, desde o início do ano. O estado de quarentena no qual estamos convivendo hoje é uma situação inédita no Brasil, embora já tenhamos enfrentado outros vírus mundiais, como por exemplo, a gripe espanhola e a gripe suína.

Situações excepcionais exigem soluções inabituais, o que normalmente implica em sacrifícios coletivos, especialmente quando estamos falando da saúde e da vida de milhares de pessoas. Existem muitas dúvidas sobre como iremos vencer essa pandemia, mas temos uma certeza: ela terá início, meio e fim, à exemplo dos casos anteriores.

Enquanto isso, o que precisamos fazer é encontrar alternativas eficientes para reduzir ao máximo seus efeitos. Para área de educação superior, a principal medida que vem sendo adotada é o uso da tecnologia para a continuidade das atividades presenciais em ambientes virtuais, conforme normatização do Ministério da Educação (Portaria de nº 343).

O que está sendo adotado no momento por boa parte das instituições de educação superior, em caráter emergencial, são aulas remotas, ministradas por professores, em sua maioria no mesmo horário convencional da aula presencial, por meio da utilização de recursos tecnológicos. Dessa forma, as instituições arcam não somente com a manutenção do quadro acadêmico, como também com investimentos para a ampliação tecnológica, de modo a possibilitar a continuidade do conteúdo e para que não haja perda de aprendizagem para o estudante.

Embora as atividades presenciais estejam sendo substituídas provisoriamente por aulas remotas, o formato usado é diferente da modalidade EAD (Educação a Distância) tradicional, em que o conteúdo é, na maioria das vezes, assíncrono, autoinstrucional e conta com apoio de tutores. Devido a esta situação excepcional, as instituições passaram a oferecer turmas específicas com atividades remotas, com o objetivo de atender ao programa das disciplinas previstas para o curso presencial, tal qual o aluno contratou.

Não há, portanto, redução de custo. Pelo contrário: as instituições têm feito mais investimentos tecnológicos para dar conta deste momento atípico pelo qual passa o mundo todo em função do novo coronavírus. Ao adotar tais medidas, o setor particular de educação superior dá ao país a sua contribuição, mantendo a continuidade das atividades letivas, porém, sem colocar em risco a saúde e a segurança de alunos, professores e funcionários.

Fonte: https://abmes.org.br/noticias/detalhe/3705/aulas-remotas-ou-ead-

Os dilemas de inovar na educação.

Neste artigo faço um resumo do que discutimos esta semana, sobre os dilemas de inovar na educação.

Muitos professores reclamam do uso de celulares pelos alunos. Existem instituições que proíbem o uso destes em sala de aula.

No passado, as coisas eram iguais, apenas o objeto era diferente. Em 1932, o vilão era o rádio.

Muitas coisas distraem as crianças dos estudos.
“E então”, ele disse “há o rádio, quando elas querem ouvir a um programa bastante popular ao invés de fazer o dever de casa”. 

Estas são frases de jornais da época.

Este fenômeno é conhecido como Pessimismo Recorrente. O pessimismo recorrente é a visão extremamente limitada dos efeitos da inovação.

Sabemos, que se bem usado, o celular pode ser um grande aliado na educação.

O pessimismo recorrente é perigoso para as pessoas e fatal para as empresas (e as instituições de ensino são empresas), pois pode causar a perda do timming de respostas às mudanças.

Mas, o otimismo exagerado também pode prejudicar.

O Otimismo exagerado faz com que gestores tomem atitudes precipitadas.

A última tendência é Realidade Virtual? Como posso encaixar a mina instituição nisto? Inteligência Artificial? Como consigo começar a utilizar imediatamente? Como consigo inserir Blockchain nas minhas operações? Afinal, essas tecnologias são o futuro, certo?

Estas são perguntas feitas pelos gestores que sofrem de otimismo exagerado.

É um gestor querendo utilizar realidade virtual em todas as disciplinas, mas que ainda não resolveu o problema de internet precária em sua instituição.

“Diversas empresas levam em conta apenas a tecnologia em si, achando que a sua adoção em larga escala será praticamente automática, sem levar em conta diversos outros fatores, como fatores ambientais, tecnológicos, político-econômicos e comportamentais. “

Toda inovação deve passar por um processo de maturidade.

Falamos do pessimismo recorrente e do otimista exagerado. Estas visões extremistas não funcionam no processo de inovação. Temos que ter uma construção contínua, que é um meio termo.

Em primeiro lugar, é preciso dizer que as instituições precisam criar um filtro em relação às novas tecnologias e tendências.

É comum acharmos que as transformações e disrupções de mercado acontecem de uma hora para outra, mas isso está longe de ser verdade. Esta é uma construção de décadas.

Toda inovação, mesmo as mais disruptivas são, no fim, resultado de construções contínuas. A inovação é construída todos os dias.

Gostou do conteúdo?

Quer saber mais sobre este processo? É só entrar em contato!

Vamos inovar na educação!!

Sobre a autora:

Juliana Arvelos é Engenheira de Controle e Automação, Mestre em Engenharia Elétrica, Gestora de Consultora Educacional e Idealizadora do Educação Inovadora.